terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ENTRE ANJOS E DEMÔNIOS (quando o futebol nos ensina)

Luís Fernando Veríssimo está salvo, poderá repactuar seu credo em relação à humanidade a partir dos acontecimentos do último fim de semana. É claro, que as coisas não aconteceram como ele gostaria o pacto proposto na sua coluna de Domingo no jornal Zero Hora (quando afirmava que sua crença na humanidade tomaria um novo fôlego, na medida em que, o Grêmio derrotasse o Flamengo no jogo dominical) exigia do nosso Grêmio mais do que uma postura ética, mas a traição à sua própria essência – Grêmio e Inter não existiriam um sem o outro, assim como Yang e Yin, Esquerda e Direita, Paz e Guerra, Inferno e Céu, e todos os antagonismos que permeiam, torturam e impulsionam dialeticamente a humanidade em busca da inalcançável perfeição.

Veríssimo transbordou em emoção o seu coração colorado, e confundiu seu raciocínio, mormente certeiro e cativante por desnudar a condição humana de forma brilhante a se jogar numa hipótese desesperada de que o Grêmio pudesse se dedicar com todo o ímpeto, todo o desejo e toda a sua capacidade numa vitória irrelevante. Com certeza não esperava o pior, um Grêmio lutador, aguerrido e bravo, brigando os noventa minutos pela vitória com seus heróicos reservas que honraram a camisa tricolor e a história de façanhas de um time do extremo meridional do Brasil que colhe a admiração do mundo inteiro. Mas que perdeu, não por que facilitou a vida de seu adversário, e sim, pelo destino imprevisível de qualquer competição séria. Ah se aquela bola entra no final do segundo tempo!!!

O jogo determinante da Copa do Brasil entre Flamengo e Grêmio serviu de assunto pela semana inteira na crônica esportiva. Foram inúmeras especulações e acusações. A direção do Grêmio, com a qual não tenho afinidade alguma, está de parabéns por tomar a decisão correta neste contexto dificílimo. Primeiro retirar da disputa seus principais jogadores, uma vez que, a partida não continha interesse algum para o time, e pior, poderia ser decisiva ao nosso principal inimigo (isto mesmo, inimigo). Segundo, independente destas questões, orientar ao seu time que fizesse o melhor, buscar a vitória, e como já foi dito, honrar a camisa tricolor.

O debate havido nesta peleja futebolística nos ensinou muito. Foi um debate sobre ética, tão importante para a sociedade brasileira. O meu querido Grêmio, deu uma aula neste final de semana, espero que todos nós tenhamos aprendido – de que os fins não justificam os meios – e de que as derrotas e vitórias só podem ser medidas, a contento, na sua perspectiva histórica – e como disse ao meu amor – gremista dos quatro costados e, portanto (segundo ela) anticolorada, o melhor para nós seria ter vencido e ter o sabor de conviver com o silêncio ou o agradecimento dos nossos inimigos por durante longos e saborosos 365 dias de 2010. Aaahhh!!! Se a aquela bola tivesse entrado.

A torcida gremista estava e está errada, as manifestações contra os nossos heróis do Maracanã é completamente descabida e contribui para o tortuoso estigma fascista a que estamos submetidos pelas ações temerárias de alguns dos nossos membros. Nós Gremistas, sempre devemos torcer pela vitória do nosso time, a qualquer momento e sobre qualquer situação. O contrário é aceitar o jogo do imponderável em que tudo é permitido e possível, acabando com a alegria honesta do futebol. É aceitar uma realidade em que o peso tenha muitas medidas e que fatalmente o que se planta se colherá no futuro, destruindo como uma das nossas maiores alegrias, vermos as coisas acontecerem dentro do campo e não nos gabinetes.

Entre anjos e demônios, prefiro a magia da bola, acima dos nossos interesses mundanos, a designar o destino dos nossos corações exasperados.

E com o Grêmio onde o Grêmio estiver...

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CARTA À MILITÂNCIA DO PT

Companheiras,
Companheiros,

Estamos na reta final do nosso processo de eleições diretas, domingo dia 22/11 a militância do PT irá às urnas escolher sua direção em todos os níveis.

Uma direção que enfrentará enormes desafios nos próximos anos, entre estes, a disputa pela continuidade do nosso projeto nacional, conduzido pelo companheiro Lula, que tem transformado a face do nosso país e trazido para a cidadania milhões de brasileiras e brasileiros que se encontravam na miséria e hoje podem voltar a sonhar com dias melhores para si e para suas filhas e filhos. E, através da candidatura da companheira Dilma Roussef, apresentar ao povo brasileiro o aperfeiçoamento deste projeto e a construção dos imprescindíveis avanços no caminho de uma nação soberana, verdadeiramente democrática e socialmente justa. Um Brasil que seja protagonista de uma profunda mudança na economia e na política mundial a fim de superarmos um sistema perverso, que massacra e aprisiona vidas, ao mesmo tempo em que, destrói nosso meio ambiente. Uma mudança que nos conduza rumo à construção de um Brasil e de um Mundo socialista, onde os povos possam se desenvolver em paz e a humanidade que se reencontre na promoção da igualdade e da solidariedade.

No Rio Grande, impõe-se sobre nosso partido a responsabilidade de liderar, através da candidatura do companheiro Tarso Genro, um forte movimento político e social de superação da profunda crise econômica, política e ética a que está submetida nossa querida terra, e a implementação de um projeto de desenvolvimento capaz de democratizar o estado, diminuir as desigualdades sociais e trazer prosperidade ao povo gaúcho.

Este movimento deve se traduzir numa política de aliança eleitoral ampla, da esquerda para o centro, envolvendo os partidos do campo democrático e popular ( PDT, PSB e PC do B) e avançando para aqueles que estão na base de sustentação do Governo Lula, como o PTB, no encontro da política que definimos no Encontro Estadual Extraordinário Adão Pretto e que galvanizou a unidade partidária em torno da candidatura do companheiro Tarso Genro.

É preciso compreender as eleições do ano que vem num processo que terá dois turnos, o que exigirá de nós uma postura agregadora e de diálogo no estabelecimento das pontes necessárias para que possamos conquistar a consciência da maioria do povo gaúcho.

E, principalmente, na repactuação da nossa relação com os movimentos sociais. Uma repactuação que exige uma postura de autocrítica e humildade no reconhecimento dos nossos equívocos e insuficiências, e igualmente, de iniciativa, no sentido de colocar nosso partido ao lado destes movimentos em suas lutas, e na incorporação das suas reivindicações históricas dentro do nosso projeto de desenvolvimento.

Para tanto, é necessário produzir uma outra dinâmica na construção partidária. Precisamos de um PT com suas instâncias fortalecidas, capaz de expressar democraticamente toda a nossa pluralidade interna, sem “hegemonismos” de qualquer ordem. Um PT que coloque como prioridade a formação política da nossa militância, que estabeleça uma comunicação permanente e qualificada com os seus filiados e filiadas e de uma agenda de mobilização e luta que amplie e qualifique nossa inserção social.

É com estes compromissos que tenho tido o orgulho de disputar a presidência estadual do nosso partido. E percorrido o Rio Grande num debate franco e aberto com a nossa militância e com os demais companheiros: Jorge Branco, Marcelo Carlini e Raul Pont, que me honraram com a sua companhia nesta disputa. Espero ter contribuído de alguma forma para o fortalecimento do nosso partido e na sua preparação para enfrentar os desafios futuros.

Por fim, gostaria de agradecer a dedicação sincera e militante das companheiras e dos companheiros da Articulação de Esquerda, Construindo Um Novo Brasil, Movimento PT e Tendência Marxista, que defenderam e defenderão até domingo, a minha candidatura. Aprendi muito com vocês neste processo, me sinto emocionado com os inúmeros gestos de apoio que recebi de uma militância que teve a grandeza de superar suas diferenças em prol da melhor política para o nosso partido.

Este é o sentido da minha candidatura, as minhas possíveis qualidades pessoais ou as posições que se destacam no meu currículo são irrelevantes diante desta convicção – a de que representamos a melhor política para o PT/RS neste momento histórico.

Até a vitória,
Viva o PT, Viva o Povo Gaúcho
Tarso Governador
Dilma Presidente

Marcel Frison
Candidato à presidência estadual do PT/RS

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