terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ENTRE ANJOS E DEMÔNIOS (quando o futebol nos ensina)

Luís Fernando Veríssimo está salvo, poderá repactuar seu credo em relação à humanidade a partir dos acontecimentos do último fim de semana. É claro, que as coisas não aconteceram como ele gostaria o pacto proposto na sua coluna de Domingo no jornal Zero Hora (quando afirmava que sua crença na humanidade tomaria um novo fôlego, na medida em que, o Grêmio derrotasse o Flamengo no jogo dominical) exigia do nosso Grêmio mais do que uma postura ética, mas a traição à sua própria essência – Grêmio e Inter não existiriam um sem o outro, assim como Yang e Yin, Esquerda e Direita, Paz e Guerra, Inferno e Céu, e todos os antagonismos que permeiam, torturam e impulsionam dialeticamente a humanidade em busca da inalcançável perfeição.

Veríssimo transbordou em emoção o seu coração colorado, e confundiu seu raciocínio, mormente certeiro e cativante por desnudar a condição humana de forma brilhante a se jogar numa hipótese desesperada de que o Grêmio pudesse se dedicar com todo o ímpeto, todo o desejo e toda a sua capacidade numa vitória irrelevante. Com certeza não esperava o pior, um Grêmio lutador, aguerrido e bravo, brigando os noventa minutos pela vitória com seus heróicos reservas que honraram a camisa tricolor e a história de façanhas de um time do extremo meridional do Brasil que colhe a admiração do mundo inteiro. Mas que perdeu, não por que facilitou a vida de seu adversário, e sim, pelo destino imprevisível de qualquer competição séria. Ah se aquela bola entra no final do segundo tempo!!!

O jogo determinante da Copa do Brasil entre Flamengo e Grêmio serviu de assunto pela semana inteira na crônica esportiva. Foram inúmeras especulações e acusações. A direção do Grêmio, com a qual não tenho afinidade alguma, está de parabéns por tomar a decisão correta neste contexto dificílimo. Primeiro retirar da disputa seus principais jogadores, uma vez que, a partida não continha interesse algum para o time, e pior, poderia ser decisiva ao nosso principal inimigo (isto mesmo, inimigo). Segundo, independente destas questões, orientar ao seu time que fizesse o melhor, buscar a vitória, e como já foi dito, honrar a camisa tricolor.

O debate havido nesta peleja futebolística nos ensinou muito. Foi um debate sobre ética, tão importante para a sociedade brasileira. O meu querido Grêmio, deu uma aula neste final de semana, espero que todos nós tenhamos aprendido – de que os fins não justificam os meios – e de que as derrotas e vitórias só podem ser medidas, a contento, na sua perspectiva histórica – e como disse ao meu amor – gremista dos quatro costados e, portanto (segundo ela) anticolorada, o melhor para nós seria ter vencido e ter o sabor de conviver com o silêncio ou o agradecimento dos nossos inimigos por durante longos e saborosos 365 dias de 2010. Aaahhh!!! Se a aquela bola tivesse entrado.

A torcida gremista estava e está errada, as manifestações contra os nossos heróis do Maracanã é completamente descabida e contribui para o tortuoso estigma fascista a que estamos submetidos pelas ações temerárias de alguns dos nossos membros. Nós Gremistas, sempre devemos torcer pela vitória do nosso time, a qualquer momento e sobre qualquer situação. O contrário é aceitar o jogo do imponderável em que tudo é permitido e possível, acabando com a alegria honesta do futebol. É aceitar uma realidade em que o peso tenha muitas medidas e que fatalmente o que se planta se colherá no futuro, destruindo como uma das nossas maiores alegrias, vermos as coisas acontecerem dentro do campo e não nos gabinetes.

Entre anjos e demônios, prefiro a magia da bola, acima dos nossos interesses mundanos, a designar o destino dos nossos corações exasperados.

E com o Grêmio onde o Grêmio estiver...

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CARTA À MILITÂNCIA DO PT

Companheiras,
Companheiros,

Estamos na reta final do nosso processo de eleições diretas, domingo dia 22/11 a militância do PT irá às urnas escolher sua direção em todos os níveis.

Uma direção que enfrentará enormes desafios nos próximos anos, entre estes, a disputa pela continuidade do nosso projeto nacional, conduzido pelo companheiro Lula, que tem transformado a face do nosso país e trazido para a cidadania milhões de brasileiras e brasileiros que se encontravam na miséria e hoje podem voltar a sonhar com dias melhores para si e para suas filhas e filhos. E, através da candidatura da companheira Dilma Roussef, apresentar ao povo brasileiro o aperfeiçoamento deste projeto e a construção dos imprescindíveis avanços no caminho de uma nação soberana, verdadeiramente democrática e socialmente justa. Um Brasil que seja protagonista de uma profunda mudança na economia e na política mundial a fim de superarmos um sistema perverso, que massacra e aprisiona vidas, ao mesmo tempo em que, destrói nosso meio ambiente. Uma mudança que nos conduza rumo à construção de um Brasil e de um Mundo socialista, onde os povos possam se desenvolver em paz e a humanidade que se reencontre na promoção da igualdade e da solidariedade.

No Rio Grande, impõe-se sobre nosso partido a responsabilidade de liderar, através da candidatura do companheiro Tarso Genro, um forte movimento político e social de superação da profunda crise econômica, política e ética a que está submetida nossa querida terra, e a implementação de um projeto de desenvolvimento capaz de democratizar o estado, diminuir as desigualdades sociais e trazer prosperidade ao povo gaúcho.

Este movimento deve se traduzir numa política de aliança eleitoral ampla, da esquerda para o centro, envolvendo os partidos do campo democrático e popular ( PDT, PSB e PC do B) e avançando para aqueles que estão na base de sustentação do Governo Lula, como o PTB, no encontro da política que definimos no Encontro Estadual Extraordinário Adão Pretto e que galvanizou a unidade partidária em torno da candidatura do companheiro Tarso Genro.

É preciso compreender as eleições do ano que vem num processo que terá dois turnos, o que exigirá de nós uma postura agregadora e de diálogo no estabelecimento das pontes necessárias para que possamos conquistar a consciência da maioria do povo gaúcho.

E, principalmente, na repactuação da nossa relação com os movimentos sociais. Uma repactuação que exige uma postura de autocrítica e humildade no reconhecimento dos nossos equívocos e insuficiências, e igualmente, de iniciativa, no sentido de colocar nosso partido ao lado destes movimentos em suas lutas, e na incorporação das suas reivindicações históricas dentro do nosso projeto de desenvolvimento.

Para tanto, é necessário produzir uma outra dinâmica na construção partidária. Precisamos de um PT com suas instâncias fortalecidas, capaz de expressar democraticamente toda a nossa pluralidade interna, sem “hegemonismos” de qualquer ordem. Um PT que coloque como prioridade a formação política da nossa militância, que estabeleça uma comunicação permanente e qualificada com os seus filiados e filiadas e de uma agenda de mobilização e luta que amplie e qualifique nossa inserção social.

É com estes compromissos que tenho tido o orgulho de disputar a presidência estadual do nosso partido. E percorrido o Rio Grande num debate franco e aberto com a nossa militância e com os demais companheiros: Jorge Branco, Marcelo Carlini e Raul Pont, que me honraram com a sua companhia nesta disputa. Espero ter contribuído de alguma forma para o fortalecimento do nosso partido e na sua preparação para enfrentar os desafios futuros.

Por fim, gostaria de agradecer a dedicação sincera e militante das companheiras e dos companheiros da Articulação de Esquerda, Construindo Um Novo Brasil, Movimento PT e Tendência Marxista, que defenderam e defenderão até domingo, a minha candidatura. Aprendi muito com vocês neste processo, me sinto emocionado com os inúmeros gestos de apoio que recebi de uma militância que teve a grandeza de superar suas diferenças em prol da melhor política para o nosso partido.

Este é o sentido da minha candidatura, as minhas possíveis qualidades pessoais ou as posições que se destacam no meu currículo são irrelevantes diante desta convicção – a de que representamos a melhor política para o PT/RS neste momento histórico.

Até a vitória,
Viva o PT, Viva o Povo Gaúcho
Tarso Governador
Dilma Presidente

Marcel Frison
Candidato à presidência estadual do PT/RS

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Saiba em quem votar neste domingo

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Marchas dos Sem e Zumbi dos Palmares

A 14ª Marcha dos Sem e a 3ª Marcha Zumbi dos Palmares acontecem nesta sexta-feira, dia 20. A concentração será às 14h na Usina do Gasômetro. A saída está programada para as 15h30. A concentração dos cadeirantes e religiosos será no Largo Glênio Peres, a partir das 16h.

Às 16h30, haverá um ato público em frente ao Palácio Piratini e, após, as marchas seguem para o Largo Zumbi dos Palmares para o ato de encerramento.

A 14ª Marcha dos Sem e a 3ª Marcha Zumbi dos Palmares estão unidas em 2009 para exigir o Fora Yeda, a redução da jornada de trabalho sem a redução dos salários, o fim do fator previdenciário, a defesa do Pré-Sal, o fim da criminalização dos movimentos sociais, o fim da criminalização da pobreza, o fim do extermínio da juventude negra, Petrobrás 100% estatal, soberania dos povos, reparações já, aprovação do estatuto da igualdade racial original, reformas urbana e agrária, moradia digna e a defesa dos direitos sociais.

Serviço
O que: 14ª Marcha dos Sem e 3ª Marcha Zumbi dos Palmares
Quando: Sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Onde: Usina do Gasômetro (concentração às 14h)

Da CUT/RS

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Famílias atingidas por barragens...

As 3.500 famílias que serão atingidas pela construção das barragens da Foz do Chapecó, junto ao Rio Uruguai, nos municípios de Alpestre, no Rio Grande do Sul e Águas de Chapecó, em Santa Catarina, temem não serem indenizadas pelos responsáveis pelas obras. O consórcio, formado pelas empresas Camargo Correa, Votorantin e Bradesco, detém 51% das ações para a construção dos empreendimentos. Já Furnas detém 41%.

O principal consórcio reconhece que apenas 2.700 famílias terão direito a indenizações. Entretanto, um levantamento do Movimento dos Atingidos por Barragens da região aponta que o número de famílias chega a 3.500, pois existem muitos pescadores no local. Conforme Rodrigo Zancanaro, da coordenação do MAB, em março de 2010, as hidrelétricas devem entrar em funcionamento, com a construção de um lago que inundará a região. Mas muitas famílias ainda não têm garantias que serão indenizadas. Zancanaro diz que o consórcio não reconheceu o direito de famílias de pescadores artesanais que, com as barragens, ficam impedidos de pescar.

“Tem mais de 150 famílias de pescadores que vão sofrer, pois o rio (Rio Uruguai) vai secar. É aquilo que a gente chama de volta grande, em função do desvio do Rio Uruguai para túneis, e os pescadores vão perder e a empresa não tem nada de concreto para apresentar para essas famílias. Além disso, tem mais de 400 famílias, entre depósito judicial e casos negados, que a empresa não apresentou nenhum tipo de solução para essas famílias, a não ser um programa chamado Novo Rumo, no qual as famílias se negam a participar em função de não ser uma indenização, mas sim, apenas uma forma de a empresa envolver as famílias em programas e depois não dar continuidade. As famílias continuam com o problema de não ter área para plantar e produzir o seu alimento”, relata.

Rodrigo Zancanaro explica que alguns moradores já receberam uma espécie de depósito judicial, pois não entraram em acordo. Além disso, ele afirma que o Movimento dos Atingidos por Barragens pediu ao Ministério de Minas e Energia que não dê a licença de operação sem que os problemas sejam resolvidos. Conforme Zancanaro, as empresas oferecem propostas de indenização que não estão de acordo com o interesse dos atingidos. A primeira garantia oferecida pelo consórcio é uma indenização em dinheiro ou carta de crédito, com valores insuficientes para que as famílias comprem outras propriedades.

“Algumas famílias têm comprado as terras, mas como pegaram as piores áreas acabaram voltando. Tem famílias que estão voltando, abandonaram as terras que conseguiram comprar com carta de crédito ou dinheiro, e estão voltando pois não conseguiram sobreviver nessas áreas”, explica.

O MAB pede também que o consórcio compre áreas nas regiões dos municípios de Nonoai, Erval Grande e Rio dos Índios, no Rio Grande do Sul, para fazer o reassentamento das famílias que serão atingidas pelas barragens.

De Bianca Costa - Agência Chasque

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

2010 será um plebiscito

Não haverá terceira via como opção concreta de vitória na eleição presidencial de 2010. A disputa terá um caráter plebiscitário, como quer o PT e como não quer o PSDB, os únicos dois partidos com chances reais de vitória.

Há poucos dias, por exemplo, Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, em almoço com empresários paulistas, tomou posição clara sobre a questão. O discurso preparado, lido – uma surpresa no hábito improvisador do mineiro que prefere a superficialidade da frase de efeito puramente político – tocou com firmeza nesse ponto. Desponta um novo Aécio. No mínimo mais candidato do que antes, alertou:

“Precisamos resistir à principal armadilha que começa a ser apresentada à sociedade, a de que a próxima eleição será plebiscitária. Não estaremos dizendo sim ou não ao governo do presidente Lula. Estaremos escolhendo o nosso futuro. Um futuro que virá, para alguns, apesar do presidente Lula e, para outros, por causa do presidente Lula.”

Aécio quer tirar Lula da disputa. Lula não vai sair. O presidente trabalha o viés plebiscitário da eleição. Em diversas reuniões políticas, acentua o “nós contra eles” ou, como disse em certa reunião com o aliado PSB, “a nossa turma contra a turma do Fernando Henrique”.

Plebiscito é um instrumento da democracia participativa através do voto. Toda eleição tem caráter plebiscitário. Raramente, porém, é o sim contra o não. E essa é a diferença da competição do ano que vem.

“Uma boa administração é um fator plebiscitário. O eleitor tem a perder e não quer perder”, define o estatístico Erich Ulrich, diretor da UP Pesquisa e Marketing, ex-diretor da área de estatística do Ibope.

“A eleição de 2010 será plebiscitária. Haverá a presença de um presidente com uma aprovação em torno de 70% e líder do maior partido de esquerda”, afirma.

Ulrich, que cultiva a dúvida como método de análise eleitoral, evita afirmar se Lula fará ou não o sucessor. Mas não vacila quando diz que “estará na disputa o programa de Lula.”

Esse é o sim contra o não. O voto simbólico que tem embutido o “nós contra eles”. A turma de Lula contra a turma de FHC, como pontua o próprio presidente da República.

A última eleição claramente plebiscitária ocorrida no Brasil completará 60 anos em 2010. Na eleição plebiscitária de 1950, Getúlio Vargas, pai da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), “pai dos pobres”, representando o PTB, enfrentou dois candidatos. Um deles, Cristiano Machado, do PSD. O outro, o brigadeiro Eduardo Gomes, expressão viva do conservadorismo elitista da UDN. Ele tinha sido surrado pelo marechal Dutra, na eleição de 1945. Perdeu, essencialmente, porque era anti-getulista, embora tenham jogado a culpa na sentença que, malevolamente, foi atribuída a ele: “Não preciso de voto de marmiteiro”. A frase foi, de fato, uma invenção. Mas não seria inventada se o brigadeiro não existisse. Em 1950, Getúlio, o “pai dos pobres” deu uma surra eleitoral no suposto algoz dos marmiteiros.

Em 2010, os nomes serão outros. De um lado, é certo, estará a “mãe do PAC”. Do outro lado ainda não se sabe. Os nomes serão diferentes. O papel, será igual. Ou quase igual.

De Mauricio Dias - CartaCapital

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sábado, 14 de novembro de 2009

Yeda nomeou desembargador após lobby

Conversas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal indicam que políticos investigados por suspeita de integrar um esquema de corrupção no Rio Grande do Sul fizeram lobby para que a governadora Yeda Crusius (PSDB) nomeasse um desembargador para o TJ/RS (Tribunal de Justiça do Estado).

A nomeação acabou ocorrendo, mas o governo gaúcho diz que não houve irregularidade e nega influência do lobby.

Em telefonema do dia 29 de dezembro de 2007, o então prefeito de Canoas (região metropolitana de Porto Alegre), o também tucano Marcos Ronchetti, pediu à governadora que nomeasse o advogado Gelson Stocker para uma vaga de desembargador do TJ/RS.

O grampo integra a chamada Operação Solidária, investigação da PF sobre uma suposta organização criminosa responsável por fraudar licitações, superfaturar preços e desviar recursos da merenda escolar em Canoas e obras públicas no município e no Estado. Ronchetti, que administrou Canoas entre 2001 e 2008, é suspeito de participar da fraude.

Na conversa em dezembro de 2007, o prefeito diz a Yeda que, além de possuir "altíssima competência", Stocker era fundador do PSDB e tinha "compromisso" com o governo.

No telefonema, a governadora sinaliza positivamente ao pedido: "Eu aprendi durante esse ano, viu, Ronchetti, que vou só usar a caneta para nomear quem tenha compromisso com o governo".

No dia 16 de janeiro de 2008, Stocker foi nomeado por Yeda para a vaga. O advogado tornou-se desembargador pela regra do chamado quinto constitucional, que destina uma parcela das vagas em tribunais para indicados da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e do Ministério Público. Yeda o escolheu na lista tríplice que passou pela OAB e pelo TJ.

A conversa entre Ronchetti e Yeda foi interceptada pela Polícia Federal porque o prefeito usou um celular de Francisco Fraga, então secretário de Governo de Canoas e o suposto operador do esquema de desvio, segundo a PF.

Fraga também é réu na ação criminal da fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) gaúcho entre 2003 e 2007. Ele responde por suposto crime de extorsão.

Logo após a nomeação de Stocker, Fraga e a assessora pessoal de Yeda, Walna Vilarins de Menezes, combinaram em telefonema de 18 de janeiro uma visita de Stocker para agradecer Yeda pela indicação.

Na conversa, Fraga se refere a um suposto pedido que a governadora teria a fazer a Stocker e se prontifica a ser o emissário. "Eu comentei com ele [Stocker] que ela [Yeda] tem um pedido, eu não disse o que era. E ele disse 'não tem problema, atendo qualquer pedido'. Quer dizer, já se comprometeu", diz Fraga a Walna.

Walna foi indiciada em agosto pela Polícia Federal sob acusação de corrupção passiva e formação de quadrilha.

Outro lado

Por meio de assessoria, a governadora Yeda Crusius negou que a escolha do advogado Gelson Stocker para ocupar vaga de desembargador do TJ-RS Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul tenha se dado por critérios partidários.

De acordo com o chefe da Casa Civil do governo, Otomar Vivian, a escolha não tem relação com o fato de Stocker ser tucano, mas com as credenciais profissionais do desembargador, que passou por listas elaboradas pela seção gaúcha da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pelo TJ.

Vivian disse que pedidos de nomeação, como o feito pelo ex-prefeito de Canoas Marcos Ronchetti (PSDB) para escolher Stocker, são comuns.

Ronchetti é investigado pela Operação Solidária, da Polícia Federal, que apura um esquema de desvio de dinheiro público. A reportagem não conseguiu encontrá-lo ontem (dia 05/11).

O desembargador Gelson Stocker disse à Folha que não exerce militância partidária no PSDB há 15 anos e que, desde que foi empossado no Tribunal de Justiça em fevereiro de 2008, não julgou casos envolvendo o governo ou políticos.

Ele disse que, no momento em que Ronchetti intercedeu por sua escolha, o prefeito ainda não era suspeito de desvios nem réu em processos.

"Estão dando uma conotação pejorativa ao fato de terem chegado informações sobre minha qualificação pessoal e profissional à governadora, o que é natural", disse Stocker.

Stocker esteve com a governadora em janeiro de 2008 para agradecê-la pela escolha – "uma praxe nestas situações", segundo ele – mas negou que tenha recebido qualquer pedido feito pela governadora ou pelo ex-secretário de Canoas Francisco Fraga.

A reportagem não conseguiu localizar Walna Vilarins Menezes e Chico Fraga ontem. Em ocasiões anteriores, Walna havia negado qualquer ligação com irregularidades investigadas pela Polícia Federal. A defesa de Fraga também já negou as acusações.

De Graciliano Rocha - Folha Online

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Mais tempo para o PT

Quando se elege alguém para uma função partidá-ria, se espera que esta pessoa possa se dedicar integralmente ao cargo para o qual ela foi eleita. Se ela tem que dividir o desempenho da função com outra – um mandato parlamentar, por exemplo –, é evidente que terá menos tempo a oferecer ao partido. Além disso, o exercício simultâneo das funções partidárias e le-gislativas pode causar prejuízos à autonomia e à isenção entre as ins-tâncias.

Marcel Frison, que con-corre à presidência esta-dual do PT, é apoiado pela Articulação de Esquerda, pelo campo Construindo um Novo Brasil, pelo Movimento PT e por mobilizações regionais. Eleito, ele se dedicará exclusivamente ao partido e às campanhas majoritárias do próximo ano, postura mais que adequada para sermos vitoriosos no pleito.

É necessário separar, dentro do partido, as tarefas relacionadas às campanhas e mandatos individuais das tarefas institucionais. Somente uma vez, em toda a existência do PT gaúcho, seu presidente dividiu o exercício do cargo com o mandato na Assembléia Legislativa, fato que ocorreu há muitos anos atrás.

O PT registra em sua história várias ocasiões em que o presidente nacional conciliou a função com um mandato parlamentar. Mas, neste caso, a área geográfica de atuação é distinta, e as duas tarefas podem ser executadas de forma independente. No caso estadual, contudo, a área de atuação é exatamente a mesma do colégio eleitoral: tanto o presidente do PT/RS quanto o parlamentar atuam na esfera estadual. E isso gera uma situação de desequilíbrio em relação aos demais parlamentares do partido no estado.

Marcel Frison exerce atualmente a função de secretário de Planejamento e Coordenação na Prefeitura de São Leopoldo, cargo ao qual renunciará para se dedicar exclusivamente ao PT. Ele não será candidato nas próximas eleições. Portanto, poderá trabalhar integralmente pela manutenção do projeto nacional de desen-volvimento, com a eleição da companheira Dilma, e pela reconquista do governo dos gaúchos, com a vitória de Tarso.

Do boletim eletrônico Marcel Frison - edição 03

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Yeda concede aposentadoria a suspeito...

Acusado de participar da fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran/RS (Departamento Estadual de Trânsito), João Luiz Vargas obteve ontem (12/11) aposentadoria integral do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Grande do Sul.


O ato assinado pela governadora Yeda Crusius (PSDB) assegura ao ex-presidente do TCE-RS o salário integral de conselheiro (R$ 22.111) mais uma "parcela completiva", cujo valor não foi informado.


João Luiz Vargas, que chegou ao TCE-RS após exercer mandato de deputado estadual pelo PDT, é réu em ação de improbidade administrativa por supostamente ter recebido dinheiro resultante do superfaturamento e do desvio de valores pagos por candidatos a motoristas do Rio Grande do Sul.


Sua aposentadoria foi precedida por tentativas de sair do foco político após o Ministério Público Federal formalizar, em agosto, a acusação na Justiça Federal de Santa Maria.


Em setembro, quando o STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou o bloqueio de seus bens, Vargas se afastou do TCE-RS com uma licença médica e, depois de sofrer pressão de outros conselheiros, renunciou à presidência do órgão.


Vargas figura como réu na mesma ação de improbidade movida pela Procuradoria contra Yeda. A tucana foi excluída do processo por decisão do Tribunal Regional Federal, que considerou a Assembleia Legislativa o foro adequado para que respondesse à acusação de crime de responsabilidade.


Em outubro, a Assembleia arquivou pedido de impeachment contra a governadora.


A reportagem não conseguiu localizar o ex-conselheiro ontem. Em ocasiões anteriores, Vargas negou envolvimento com o desvio do Detran.


Caberá à Assembleia Legislativa indicar e à governadora nomear o substituto para ocupar a vaga aberta no TCE.


De Graciliano Rocha - Folha Online

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O desafio do PT no Rio Grande

As fortes evidências de corrupção e do envolvimento direto da governadora Yeda Crusius no esquema montado no Detran e em outros setores do governo estadual já seriam suficientes para sustentar os movimentos que exigem o seu afastamento. Porém, talvez o grande símbolo do naufrágio político e administrativo do Governo Yeda seja um pufe verde-kiwi comprado com recursos públicos pela mandatária em meio aos apelos promocionais de uma liquidação numa grande loja de móveis. Nesta singela peça mobiliária e no ato da sua aquisição reside a síntese do comportamento da governadora e da sua compreensão sobre o seu próprio papel à frente do Executivo Estadual. Ela é uma déspota fútil, desequilibrada e extremamente perigosa.

Contudo, os deputados da sua base de sustentação na Assembléia Legislativa se empenharam em arquivar o processo de impeachment e barrar os trabalhos da CPI da Corrupção, com medo, é claro, de perder espaços de poder tão importantes para suas reeleições e os “rabos” à mostra de um esquema montado, ao que tudo indica, ainda durante o Governo Rigotto (aliás, as conversas gravadas e tornadas públicas entre o então chefe da Casa Civil, César Busatto, e o vice-governador Paulo Feijó são elucidativas).

De qualquer sorte, o Governo Yeda acabou e, na análise do que se tem colhido nas pesquisas de opinião, no contato direto com as pessoas nas ruas e em outras formas de expressão popular, parece-me que o povo gaúcho já realizou o seu julgamento. A questão que se coloca em primazia para todos é o que colocaremos no lugar desta verdadeira tragédia para o Rio Grande. Ou seja, que caminho seguir para sair da paralisia vivida pelo Estado desde a gestão Rigotto (PMDB) e reencontrar o caminho do desenvolvimento?

Responder a esta questão e se posicionar como alternativa é, na minha opinião, o principal desafio do PT/RS neste momento. Mais importante do que chutar o “cadáver insepulto” do Governo Yeda é rapidamente migrar para um debate programático que enseje um projeto de desenvolvimento sustentável para o Rio Grande. Um projeto de desenvolvimento capaz de dialogar com as necessidades prementes da população e as reivindicações mobilizadoras das lutas populares; que leve em conta as questões estratégicas que afetam as forças produtivas; que expresse um conjunto de medidas que favoreçam a plena integração do Rio Grande ao projeto nacional e que desenhem um futuro promissor para a nossa gente.

Em paralelo à construção deste projeto de desenvolvimento, urge a constituição de um forte movimento de unificação de todas as forças políticas e sociais dispostas a percorrer o caminho da mudança e da superação. Para tanto, é fundamental que a próxima direção estadual do partido adote uma postura agregadora, disposta ao diálogo e à conformação de um ambiente político propício à aproximação destes agentes. E que tenha a capacidade de compreender que a polarização política que permeará as eleições de 2010 aqui no Rio Grande não estará entre a desventura que representou o Governo Yeda e o nosso programa máximo, e sim entre a rearticulação dos setores conservadores (que se apresentarão com um discurso renovado) e o projeto que haveremos de constituir.

Projeto este que não poderá ser uma simples repetição daquilo que historicamente expressamos, mas que deve desafiar-se, de forma revolucionária, inteligente e ousada, a percorrer o caminho do novo, sem perder contato com a nossa identidade histórica.

É por isso que pretendo ser Presidente Estadual do PT e é por isso que conto com apoio de importantes forças políticas internas ao partido, que superaram suas diferenças em nome de criar as melhores condições para que alcancemos esta tão desejada vitória.

Tarso Governador
Dilma Presidente
Viva o PT
Viva o Povo Gaúcho!

Um grande abraço!
Marcel Frison

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Dedicação integral ao partido

Um tema que vem ganhando espaço nos debates entre os candidatos à presidência estadual do PT é o da dedicação exclusiva, da necessária separação, no partido, das tarefas gerais de campanha e construção partidária com as tarefas institucionais. Em outras palavras: se é aconselhável que o próximo presidente do PT concilie a função com mandatos políticos na Assembléia Legislativa, Câmara Federal ou governos.

Em toda a história do PT gaúcho, uma única vez seu presidente liderou o partido ao mesmo tempo em que exercia mandato parlamentar na Assembléia Legislativa, e isso já há muitos anos. Marcel Frison é secretário de Planejamento da Prefeitura de São Leopoldo, cargo ao qual renunciará para se dedicar integralmente ao PT. Ele não será candidato nas próximas eleições. Afinal, como um presidente do partido poderia – se candidato fosse – priorizar de fato a coordenação de campanha majoritária? E como conseguiria coordenar e incidir sobre o conjunto dos proporcionais com a devida isenção e autonomia de instâncias?

Já houve vários casos de presidentes nacionais parlamentares. No entanto, o presidente nacional tem como colégio eleitoral apenas o seu estado. No caso estadual, a amplitude da tarefa e do colégio eleitoral são exatamente as mesmas, criando uma situação de desequilíbrio em relação aos demais proporcionais.

Marcel Frison se dedicará exclusivamente ao partido e à campanha majoritária nas eleições do próximo ano. A gestão de Marcel à frente do PT será uma gestão de valorização das regionais e de fortalecimento das relações com os diretórios municipais. Por isso, a candidatura de Marcel Frison à presidência estadual do PT é apresentada pela Articulação de Esquerda e pelo campo político Construindo um Novo Brasil, que compõem chapa estadual única, junto com a tendência Movimento PT e agrupamentos regionais.

Do boletim eletrônico Marcel Frison - edição 02

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Serra Gaúcha debate alianças políticas

O tema das alianças partidárias para as eleições gerais do próximo ano voltou a receber destaque nos debates do Processo de Eleições Diretas (PED) 2009 realizados no último sábado, dia 31 de outubro, nos municípios de Caxias do Sul e Casca. O assunto é recorrente no interior do estado e preocupa os diretórios do PT em cada município. Em ambos os debates, o companheiro Marcel Frison, candidato à presidência estadual do partido, defendeu a resolução aprovada no Encontro Extraordinário Adão Pretto.

A candidatura de Marcel defende o fortalecimento dos laços históricos do PT com os partidos que compõem o campo democrático e popular, casos do PSB, PCdoB e PDT, para a reconquista do Palácio Piratini. Para isso, é necessário firmar compromissos de base programática, estratégica e tática que garantam a estas siglas a reafirmação de suas políticas e a conquista de espaços no cenário político estadual.

A partir desta aliança, deve-se ter a capacidade de ampliar a base política para os demais partidos que já se encontram junto ao PT no cenário nacional, apoiando o projeto colocado em prática pelo governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Para que a vitória nas urnas seja possível, com a reconquista do governo estadual e a implementação de um projeto de de-senvolvimento sustentável e inclusivo, deve-se abolir preconceitos e vetos, a fim de que os partidos de sustentação do Governo Lula tenham a oportunidade de assumir o programa petista também no Rio Grande.

A candidatura do companheiro Marcel Frison representa uma postura aberta ao diálogo e à construção de um ambiente político que permita a aproximação destes partidos. Afinal, nas eleições de 2010, haverá polarização entre os setores conservadores – que farão o possível para se desvincular do Governo Yeda e apresentar um discurso de roupagem nova – e o projeto de desenvolvimento construído pelo PT e seus aliados. Projeto este que deve defender sim a identidade histórica do partido, mas que deve também ter a coragem revolucionária de percorrer o caminho do novo.


Do boletim eletrônico Marcel Frison - edição 02

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