Dedicação integral ao partido
Um tema que vem ganhando espaço nos debates entre os candidatos à presidência estadual do PT é o da dedicação exclusiva, da necessária separação, no partido, das tarefas gerais de campanha e construção partidária com as tarefas institucionais. Em outras palavras: se é aconselhável que o próximo presidente do PT concilie a função com mandatos políticos na Assembléia Legislativa, Câmara Federal ou governos.
Em toda a história do PT gaúcho, uma única vez seu presidente liderou o partido ao mesmo tempo em que exercia mandato parlamentar na Assembléia Legislativa, e isso já há muitos anos. Marcel Frison é secretário de Planejamento da Prefeitura de São Leopoldo, cargo ao qual renunciará para se dedicar integralmente ao PT. Ele não será candidato nas próximas eleições. Afinal, como um presidente do partido poderia – se candidato fosse – priorizar de fato a coordenação de campanha majoritária? E como conseguiria coordenar e incidir sobre o conjunto dos proporcionais com a devida isenção e autonomia de instâncias?
Já houve vários casos de presidentes nacionais parlamentares. No entanto, o presidente nacional tem como colégio eleitoral apenas o seu estado. No caso estadual, a amplitude da tarefa e do colégio eleitoral são exatamente as mesmas, criando uma situação de desequilíbrio em relação aos demais proporcionais.
Marcel Frison se dedicará exclusivamente ao partido e à campanha majoritária nas eleições do próximo ano. A gestão de Marcel à frente do PT será uma gestão de valorização das regionais e de fortalecimento das relações com os diretórios municipais. Por isso, a candidatura de Marcel Frison à presidência estadual do PT é apresentada pela Articulação de Esquerda e pelo campo político Construindo um Novo Brasil, que compõem chapa estadual única, junto com a tendência Movimento PT e agrupamentos regionais.
Do boletim eletrônico Marcel Frison - edição 02
Postar um comentário