quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O desafio do PT no Rio Grande

As fortes evidências de corrupção e do envolvimento direto da governadora Yeda Crusius no esquema montado no Detran e em outros setores do governo estadual já seriam suficientes para sustentar os movimentos que exigem o seu afastamento. Porém, talvez o grande símbolo do naufrágio político e administrativo do Governo Yeda seja um pufe verde-kiwi comprado com recursos públicos pela mandatária em meio aos apelos promocionais de uma liquidação numa grande loja de móveis. Nesta singela peça mobiliária e no ato da sua aquisição reside a síntese do comportamento da governadora e da sua compreensão sobre o seu próprio papel à frente do Executivo Estadual. Ela é uma déspota fútil, desequilibrada e extremamente perigosa.

Contudo, os deputados da sua base de sustentação na Assembléia Legislativa se empenharam em arquivar o processo de impeachment e barrar os trabalhos da CPI da Corrupção, com medo, é claro, de perder espaços de poder tão importantes para suas reeleições e os “rabos” à mostra de um esquema montado, ao que tudo indica, ainda durante o Governo Rigotto (aliás, as conversas gravadas e tornadas públicas entre o então chefe da Casa Civil, César Busatto, e o vice-governador Paulo Feijó são elucidativas).

De qualquer sorte, o Governo Yeda acabou e, na análise do que se tem colhido nas pesquisas de opinião, no contato direto com as pessoas nas ruas e em outras formas de expressão popular, parece-me que o povo gaúcho já realizou o seu julgamento. A questão que se coloca em primazia para todos é o que colocaremos no lugar desta verdadeira tragédia para o Rio Grande. Ou seja, que caminho seguir para sair da paralisia vivida pelo Estado desde a gestão Rigotto (PMDB) e reencontrar o caminho do desenvolvimento?

Responder a esta questão e se posicionar como alternativa é, na minha opinião, o principal desafio do PT/RS neste momento. Mais importante do que chutar o “cadáver insepulto” do Governo Yeda é rapidamente migrar para um debate programático que enseje um projeto de desenvolvimento sustentável para o Rio Grande. Um projeto de desenvolvimento capaz de dialogar com as necessidades prementes da população e as reivindicações mobilizadoras das lutas populares; que leve em conta as questões estratégicas que afetam as forças produtivas; que expresse um conjunto de medidas que favoreçam a plena integração do Rio Grande ao projeto nacional e que desenhem um futuro promissor para a nossa gente.

Em paralelo à construção deste projeto de desenvolvimento, urge a constituição de um forte movimento de unificação de todas as forças políticas e sociais dispostas a percorrer o caminho da mudança e da superação. Para tanto, é fundamental que a próxima direção estadual do partido adote uma postura agregadora, disposta ao diálogo e à conformação de um ambiente político propício à aproximação destes agentes. E que tenha a capacidade de compreender que a polarização política que permeará as eleições de 2010 aqui no Rio Grande não estará entre a desventura que representou o Governo Yeda e o nosso programa máximo, e sim entre a rearticulação dos setores conservadores (que se apresentarão com um discurso renovado) e o projeto que haveremos de constituir.

Projeto este que não poderá ser uma simples repetição daquilo que historicamente expressamos, mas que deve desafiar-se, de forma revolucionária, inteligente e ousada, a percorrer o caminho do novo, sem perder contato com a nossa identidade histórica.

É por isso que pretendo ser Presidente Estadual do PT e é por isso que conto com apoio de importantes forças políticas internas ao partido, que superaram suas diferenças em nome de criar as melhores condições para que alcancemos esta tão desejada vitória.

Tarso Governador
Dilma Presidente
Viva o PT
Viva o Povo Gaúcho!

Um grande abraço!
Marcel Frison

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